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De todas as ações existentes, encontrar o equilíbrio em si próprio é uma das mais difíceis de realizar. Encontrar coisas boas num mundo de imperfeição é pior que encontrar agulha no palheiro. Para encontrar este equilíbrio, faz-se necessário obter objetividade e cumplicidade consigo mesmo. Mas aí está o grande desafio...
Encontrar objetividade em si mesmo, mesmo quando as palavras que se seguem ao longo dos dias nem sempre são aquelas que te fazem viajar por um mundo surreal, no qual a felicidade é ingrediente indispensável para o respirar. Imaginar-se em palavras e sentimentos desapropriados de uma voz que te faz calar e que martela na sua mente a ideia do quão inimaginável idiota você pode ser.
A hibridação de palavras doces e amargas que me fazem imaginar que a dualidade de expressões sinceras podem se convertes no que a gente menos espera, mas que sempre pensou. Se isso é bom ou ruim, vai depender da quantidade de estilhaços daquilo que pulsa. Imaginar, porém, um mundo repartido em seis e em seus, ninguém quer. Sonhar devaneios e loucuras arrasadoras, daquelas que te prendem a uma liberdade conquistada, você jamais quis.
Mas eu não deixo de me culpar, sei muito bem que a inconstância dos meus sentimentos, das minhas sensações e ações também irrita. O fato é que, por mais louco e doentio que possa parecer, este sou eu, o mesmo do amor incondicional e enfrentador dos medos já obsoletos.
