terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Todos os carnavais têm seu fim

Muito além da Quarta-feira de Cinzas, mas bem perto da triste melancolia. Talvez, o que me resta é a introspecção. Aquela coisa cubista, pré-definida pelo ritmo moderno, tatuada como parada obrigatória em um dos cantos deixados para viver. Talvez assim, numa poesia sem rima ou prosa sem norma, letras e formas que contornam todo o caminho – seja longo, seja curto.

Sem sinal, sem moral, um torpor de ilusões e desapontamentos alegres, daqueles que ensinam que a decepção ainda é capaz de educar e trazer proveito para nosso tic-tac ­sobre-humano. Independe da trilha e dos trilhos, mas está diretamente ligado aos trilhões e turbilhões proporcionados pelo único motivo.  Quem quis que fosse assim? Você?

Mas, e eu? E nós dois? ... Quem disse que eu quero ser um vencedor? Ou levar a vida devagar? E, talvez, um passo por vez. Nomes vêm, nomes vão, e eu pensava que seria incapaz de sair do mesmo lugar. Agora, por mais clichê que seja, dou passagem a alguém que, com ou sem manual, sabe aproveitar o que se chama qualquer coisa que seja.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Desprazer

Tá, vamos começar com o drama de hoje. Bom, pelo menos essa é a imagem que têm de mim e que eu não faço o menor esforço em apaga-la. Primeiro, eu juro que, aqui, digitando cada letra desse texto ínfimo, tem uma pessoa de carne e osso, daquelas que comem, dormem e sentem dor. Muita dor. Mas não é daquele tipo que médicos conseguem curar. Antes fosse.
A intenção deste blog sempre foi fazer textos autobiográficos, embora eu tenha receio em dedicar tanto tempo e espaço falando de coisas tão pessoais para pessoas que eu possa conhecer ou não. Enfim, vamos seguindo com o blá-blá-blá de hoje, que eu não quero ficar tanto tempo preso no mesmo incômodo.
E por falar em incômodo, é exatamente assim que eu me sinto depois de tanta entrega e doação, e, como recompensa, receber críticas de insatisfação e ser posto à prova por tantas vezes. É como ser ninguém e ser alguém ao mesmo tempo. Tanto faz.
Por hora, uma raiva/ciúme/revolta/insegurança/medo/qualquer-coisa... Esse poço de coisas frias e desastrosas sou eu. E que se dane o mundo, porque eu não vou mais guardar tanto incômodo dentro de mim, enquanto o máximo que recebo é um sonoro “aprenda a conviver com isso”.
De verdade, não queria postar essas coisas no dia de hoje – nem nunca, principalmente. O motivo é bem simples, mas não diz respeito a nenhum de vocês, e aí entra a parte escondida do meu ser. É tudo tão poético, tão romântico, tão dramático, mas tudo tão desastroso.
Hoje é dia para se comemorar, celebrar uma data importante do meu calendário pessoal. Mas desde a madrugada que o máximo que eu consigo fazer é pensar em bobagens e desacreditar em mim mesmo. Sim, em mim mesmo. Vejam só... Não. Não vejam nada.
É como uma sensação ruim, sabe? Você se enxerga maior, mas sabe que tá completamente arruinado por dentro. Não sei se é comum a todos, mas esse é o meu sintoma de fracasso, ou de algo muito parecido com ele. Mas, sabe qual o lado positivo de tudo isso? Sim! Eu tenho um lado positivo em ser fracassado: não precisar nem fazer questão de esconder mais nada. Acabou todo o drama interior e aquela história de “não me incomode com você mesmo”.
Uau! Falou o determinado. Quem dera, amigos. Aqui só fala alguém que pensa estar determinado, que pensa poder superar seus próprios defeitos. Afinal, os defeitos foram feitos para serem superados ou para servirem como prova de amor de quem gosta de você?
Bom, além de ter carne e osso, aqui vos falou um mané. Um completo palhaço e protagonista de uma novela mexicana da vida real.