Muito além da Quarta-feira de Cinzas, mas bem perto da triste melancolia. Talvez, o que me resta é a introspecção. Aquela coisa cubista, pré-definida pelo ritmo moderno, tatuada como parada obrigatória em um dos cantos deixados para viver. Talvez assim, numa poesia sem rima ou prosa sem norma, letras e formas que contornam todo o caminho – seja longo, seja curto.
Sem sinal, sem moral, um torpor de ilusões e desapontamentos alegres, daqueles que ensinam que a decepção ainda é capaz de educar e trazer proveito para nosso tic-tac sobre-humano. Independe da trilha e dos trilhos, mas está diretamente ligado aos trilhões e turbilhões proporcionados pelo único motivo. Quem quis que fosse assim? Você?
Mas, e eu? E nós dois? ... Quem disse que eu quero ser um vencedor? Ou levar a vida devagar? E, talvez, um passo por vez. Nomes vêm, nomes vão, e eu pensava que seria incapaz de sair do mesmo lugar. Agora, por mais clichê que seja, dou passagem a alguém que, com ou sem manual, sabe aproveitar o que se chama qualquer coisa que seja.
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