Uma maneira fantástica de superar as coisas. Fazê-las primordiais e descartáveis, numa primazia singular. Tudo parece como sempre foi, não vejo problema em sê-lo. E talvez aí esteja o problema. Mas a forma de descartar... essa, sim, me parece estranha.
Representar um sentimento nobre, mas que não corresponde a nossa verdade, é fazer-me sentir esquecido e ignorado. Ainda que te seja fácil, eu não consigo esquecer tantos milésimos em que tínhamos que ser outros e agirmos tão diferente. Tamanha despreocupação chega a me tirar e a forçar falsas expectativas, e até mesmo sofrer com antecedência futuras possíveis decepções.
Ainda assim, nessa crise, nesse inferno astral, é como se uma parede de vidro impedisse o desejo e a verdadeira vontade. É como se não houvesse resposta. Nada mais que atípico. Nada mais que estranho. Nada mais do que o que eu sinto.
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