,talvez pareça como Outubro, quando tudo enegrece para mim. Ainda que tenha validade, as marcas que carregarei ao longo dos tempos sinalizarão com maestria a dor e a estranheza de se ter e não possuir. E mesmo que digam que o tempo cure e apague as feridas, eu sei o quanto o “senhor curandeiro” está em falta comigo.
Sorrir sem motivo, gargalhar sem motivo, suspirar sem motivo. Poucas horas e tanta falta. Fantasmas que assombram e se engrandecem nas suas palavras de insegurança insistem em permear a áurea do que se tem por nós.
Como fingir não existir uma coisa tão real, tão presente e ascendente? Ainda que caprichoso, é como se uma borracha tentasse desmoronar todas as linhas que tracejam a nossa história, que completam a nossa ponte e desenham as nossas formas.
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