Eu até poderia me sentir mais vivo, se não destruísse os sentimentos alheios. Poderia me sentir mais vivo, se não matasse um pouco de mim a cada instante. Poderia me sentir mais vivo, se eu não estivesse tão ocupado em não perder tempo comigo mesmo. Passei a ser o tipo de parasita que suga e fere como quem beija e abraça. E tudo o que eu pressentia era ser especial.
Enquanto respirar era sacrilégio, a vida tratava de lhe dar as lições mais jurássicas que houvera de existir. Na mentalidade, a infâmia de já não pensar, desistir de si mesmo era a pior derrota já sofrida. Das piores espécies às mais tranquilas. Viver era de uma inutilidade sem limite.
Sem drama, sem lágrima e com cabeça erguida... Viver a vida de participação especial, contentando-se com o que sufoca. Assim, sem mais.
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