Descontentamento é, de longe, a palavra que melhor define a infinita significância da decepção. Em suma, é quando os seus sentimentos são tratados como algo tolo, do tipo desprezível e rejeitável. É como se os esforços fossem para o chão, arremessados numa velocidade que, somada à força gravitacional e à massa, despedaça por inteiro tudo aquilo que se sente.
Ainda assim, de forma surreal e inexplicável, nada diminui. A compreensão se apodera, mesmo quando não se é compreendido. A dor e o descontentamento ficam, mas a calmaria trazida pelo sentimento verdadeiro é maior, mais eficaz e vale a pena.
É tratado como besteira e tolice quando se sente trocado. Por mais que seja procurada, a compreensão se desvanece, sem ao menos dar às caras. E aí a confusão se forma, de tão taxado, você não sabe se é certo ou é mais um “escândalo desnecessário”.
Em meio a tanta tormenta, uma data especial teria a missão de desfazer toda a adrenalina e coisa e tal. Em vão. Não basta ser trocado por quem mais se quer, tem que ser ignorado por quem mais se quis. Mas, e aí, onde esteve tanta cumplicidade, tantas promessas e histórias falsas de que tudo seria eterno, passasse o tempo que passasse.
Asas quebradas, inutilizadas e desvalorizadas. A rejeição do próprio eu. Confusão, alarde, balbúrdia e sinônimos afins. Mas, e aí, onde tudo foi parar?
Entre tantos atos, um deles é capaz de incomodar e machucar mais.
Um nada. Um tudo. Silêncio...
A passagem do mais pro menos, mesmo sem ajuda de qualquer ensinamento da matemática. Quem precisa disso na melhor demonstração de positividade e negatividade? Mas, e aí, o que realmente significa tudo isso?
Subjetividade é bem mais que a simples capacidade de nada ser capaz, é também o mistério a fio de tudo. Saber fazer, saber compreender, saber entender... simplesmente saber.
Mas, e aí, fazer o quê?
Olhar pra cima, pra frente, pros lados... Mas e o que passou? Facilmente utilizar uma borracha e fingir que aquela ferida não passou de uma desilusão perdida. Mas, e aí, e aquela história de aprender com os erros?
Mas se já não me resta moral, que ao menos eu possa soltar os balões e enxerga-los voar o mais alto onde minha vista possa alcança-los. É de lá, sem titubear, que as respostas virão.
Mas, e aí, o que resta senão esperar a dor passar?

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