quarta-feira, 14 de setembro de 2011

É desabafo mesmo

A linha tênue entre a razão e emoção, tantas vezes proclamadas em canções, poemas, crônicas e outros estilos linguísticos, agora paira sobre mim. São dúvidas e mais dúvidas, acrescentadas a um toque mágico de incerteza e insegurança. A única coisa concreta é a pergunta que insiste em martelar meus pensamentos: “O que eu fiz?”.
Largando a hipocrisia de que se eu estiver com a consciência limpa, tudo estará tranquilo, parto do pressuposto de que não há nada pior do que ser julgado e ignorado e esquecido por quem tanto se dava valor, sem ao menos saber a razão disso tudo. É como receber uma sentença de um juiz de direito sem ao menos saber qual crime cometeu. Vai entender!
Vai entender aonde foram parar aqueles anos de diversão e entrega. Vai entender a cabeça de alguém que dizia “Somos inseparáveis”, mas quando é posta à prova, prova o contrário. Vai entender...
            Se você consegue entender tudo isso ou não, eu só sei que os clichês de “só sei que nada sei” e “foi bom enquanto durou” fazem cada vez mais parte deste capítulo da minha vida. Enfim, talvez um fim.

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