quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Viagem

   E lá se foi, com destino e rumo certos. Inspiração no ponto. Foi-se com pressa, com saudade e com ternura. Foi sem medo. Cheio de certeza. Muralhas, barreiras, pedras, obstáculos, dificuldades... Tanta coisa por enfrentar, e tanta coragem e força para resistir. Sol, chuva, céu, chão. De que importa o tempo e o meio?

                E lá se foi, sozinho, cheio de pressa, cheio de desejo. Foi-se veloz.

            Numa ponte frágil, num solo firme, sobre o asfalto e sob o céu. Foi-se descalço, completamente desnudo, mas vestido dos mais puros e sinceros sentimentos. Abusando das mais absurdas expectativas, com a certeza de que o elo entre o utópico e a realização é facilmente percorrido. Aproveitou o que pode, transformou o que viu. Do caminho, tirou as inspirações mais apaixonantes e as mais belas palavras. Formou consigo frases cheias de efeitos. Ansiedade para declama-las.

           Em verso ou prosa, ali estava ele, de corpo e alma, pronto para cumprir seu destino. Como orientado, chegara sem demora, cheio de cor, cheio de verdade.

            E aí chegou. Chegou o que nos une, o que nos aproxima, o que nos torna apenas um. Chegou, para ti, o meu pensamento. Sem limite de intensidade ou intenção, se declara para ti. É seu. Seu. Apenas seu. Toma. Guarda. Repousa e me manda igual. Minha caixinha de veludo vermelho espera por isso. Só por isso. Saber que distância e razão são empecilhos redundantes e desapropriados. São forças insipientes, que insistem em atrapalhar. Tontas! Mal sabem a animosidade que nos dão.

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